Associação de Guias de Portugal
 
 
 
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Método Guidista
 

Compromisso – Promessa e Lei

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O MÉTODO GUIDISTA inclui:

- Compromisso
- Sistema de Patrulhas
- Aprender fazendo
- Auto-desenvolvimento progressivo
- Simbolismo
- Cooperação activa entre jovens e adultos
- Actividades ao ar livre
- Serviço à comunidade
- Experiências internacionais

Os princípios fundamentais do Guidismo, que podem ser expressos de diversas maneiras, estão contidos na Promessa e na Lei, para facilitar a sua compreensão.

Cada Guia compromete-se voluntariamente a aceitar e viver de acordo com estes princípios ao fazer da Promessa e da Lei a sua orientação de vida.

O texto da Promessa e da Lei tem em consideração as diferentes idades, de modo a que os valores sejam acessíveis para as Guias em diferentes níveis de maturidade. Com o desenvolvimento da maturidade, a Promessa e a Lei assumem um significado e compreensão mais profundos. Ao fazer a sua Promessa, ou ao renová-la, explicitamente ou não, a Guia recorda o compromisso assumido.

Os principais valores da Promessa e da Lei são os seguintes:
- Vivência da Fé
- Pertença à Comunidade
- O Outro, Serviço ao Próximo
- Palavra de Honra
- Honestidade, Confiança, Verdade
- Lealdade
- Responsabilidade, Generosidade
- Solidariedade, Amizade
- Respeito, Tolerância, Solicitude
- Responsabilidade, Envolvimento
- Respeito, Disciplina
- Optimismo, Entusiasmo, Alegria
- Respeito, Consideração
- Genuinidade, Ética, Espiritualidade

Sistema de Patrulhas

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Uma patrulha deve ser composta por 6 a 8 elementos a vários níveis de aprendizagem e/ou de diferentes idades, mas respeitando o seu grau de maturidade e afinidades próprias. Cada patrulha tem uma Chefe de Patrulha (CP), que é, na maior parte das vezes, o elemento mais velho ou mais experiente. A sua função é coordenar o trabalho da patrulha e formar os elementos mais jovens. A Chefe de Patrulha deverá ser eleita ou escolhida pelos membros da patrulha, como parte da educação no sistema democrático. A Chefe de Patrulha não é a única da patrulha a ter responsabilidades. Desde a sua entrada para o Movimento, cada associada deve começar a tomar responsabilidade por pequenos aspectos da vida da patrulha e das suas actividades, e, gradualmente, alargar e aumentar essa responsabilidade.

As principais características do Sistema de Patrulhas encontram-se ligadas ao facto de encorajar as jovens a aprender umas com as outras, de as ajudar a aprender a liderar, e de proporcionar um ambiente em que todas desempenham um papel e têm responsabilidades dentro do grupo.

Os proveitos educativos que se retiram deste sistema são vários e incluem, sem uma ordem especial, os seguintes: envolvimento - aprender fazendo, de uma forma activa; aprender com outras raparigas da mesma idade, num ambiente familiar e favorável, promovendo o espírito de grupo e a cooperação; desenvolvimento da atribuição, aceitação e partilha de responsabilidades; aquisição de capacidades de liderança; prática de competências democráticas, incluindo formas de tomada de decisão e sua implementação.

Aprender fazendo

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Uma das ferramentas educativas do Guidismo que frequentemente distingue o Movimento como um de educação não formal é o ‘aprender fazendo’. Isto quer dizer que a rapariga faz coisas por ela própria, e para si, não ficando apenas a ouvir alguém ou a observar passivamente como se faz uma coisa.
Fazer algo significa aprender mais depressa e melhor, uma vez que a experiência é pessoal e não em ‘segunda mão’. Implica cometer os seus próprios erros e aprender com eles. Não significa, porém, que a Dirigente não deva supervisionar ou mostrar como algo se faz, mas sim que a Guia deve em seguida tentar fazê-lo por si própria. A Dirigente assume o papel de supervisora ou consultora e não como uma participante de categoria superior.
Sendo assim, as Guias devem, elas próprias, montar a tenda, não se limitando a assistir enquanto a Dirigente ensina como fazê-lo. O mesmo se aplica para a aprendizagem das competências democráticas - estas não devem ser transmitidas através de palestras, mas sim encorajando e apoiando as Guias a organizar o seu trabalho de grupo quotidiano de uma forma democrática.
Aprender fazendo fomenta uma aprendizagem mais rápida e melhor, a iniciativa própria e a criatividade, dado que permite à Guia tentar algo diferente e experimentar novas maneiras de fazer as coisas. Aprender fazendo permite que ela cometa erros num ambiente seguro, e, se as actividades forem repetidas, demonstrar progressos numa competência, que a encorajarão a tentar ir mais além.

Auto-desenvolvimento progressivo

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Apesar de ser um movimento de educação, o Guidismo não utiliza o mesmo método que o sistema de educação formal. Através da participação na vida do Movimento, as associadas integram-se num processo de auto-desenvolvimento individual progressivo. O Movimento apresenta direcções possíveis e áreas a explorar, e a Guia escolhe a sua rota, que percorre de acordo com o seu passo, seleccionando actividades, experimentando auto-motivação e liberdade de escolha. Desta forma, cada associada progride individualmente aprendendo também a interagir com êxito como parte de um grupo, desenvolvendo a sua imaginação e criatividade.

Quando ainda crianças, cabe à Dirigente a responsabilidade pelo desenvolvimento individual das associadas. A Dirigente deve orientar cada rapariga e avaliar o desenvolvimento atingido, encorajando, ao mesmo tempo, as raparigas a tentarem assumir alguma responsabilidade sobre elas próprias. À medida que a rapariga cresce e se desenvolve, deve assumir cada vez mais responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento. Ela começa então a explorar novas áreas, a tomar as suas próprias decisões, a descobrir as suas aptidões e, ao longo deste processo, ela necessita da orientação e do acompanhamento da Dirigente e de estruturas que a apoiem, para chegar às suas próprias conclusões. A Dirigente pode ajudá-la a traçar o seu caminho e a reflectir sobre os progressos realizados, criando ainda novas metas. Para assegurar que o sistema de auto-desenvolvimento progressivo funciona é necessário garantir que cada Guia esteja consciente do seu próprio nível de desenvolvimento e seja encorajada a progredir. O auto-desenvolvimento progressivo melhora as capacidades de auto-motivação, compreensão da liberdade de escolha, auto-disciplina, responsabilidade por si própria e iniciativa. Também desenvolve a aptidão para o trabalho em grupo, a tomada de decisão, a resolução de conflitos, a democracia, a acção individual e a criatividade.

Na AGP a PROGRESSÃO consta das seguintes etapas:

Ramo Avezinha (6-10 anos):
Tornar-se Avezinha
Asas Verdes
Especialidades
Asas Azuis

Ramo Aventura (10-14 anos):
Primeira Aventura
Escalada
Especialidades
Horizonte

Ramo Caravela (14-17 anos) :
Aparelhagem
Navegação
Especialidades
Exploração

Ramo Moinho (17 - ... anos):
Moinho em Construção
Moinho Branco
Especialidades
Moinho Azul

Dirigentes (18 anos - …) :
3º Nível (Básico) - inclui Atestado de Campo
2º Nível (Avançado)
Especialidades
1º Nível (Formadora)

Cooperação activa entre jovens e adultas

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A cooperação entre jovens e adultas, dentro do Movimento, tem uma função prática, assim como ajudar a ultrapassar a sensação de um hiato de gerações.

Para muitas pessoas, o envolvimento no Guidismo é um compromisso para toda a vida. A Promessa que fizeram enquanto crianças é algo que lhes serve de directriz para o resto da vida. A vivência da Promessa pode significar, também, continuar a ser um membro activo do Movimento, transmitindo conhecimentos e experiência e ajudando as raparigas e jovens a crescer.

Apesar de as adultas fazerem parte do Movimento, o seu papel não deve estar no centro do Movimento, mas sim na periferia. O seu papel pode ser diferente tendo em conta a idade dos membros com quem elas trabalham. As mais novas, por exemplo, precisam de supervisão permanente, enquanto que as mais velhas apenas precisam de uma conselheira ocasional. A relação entre as jovens e as adultas é baseada na cooperação, em que o objectivo é encorajar a jovem a progredir no seu auto-desenvolvimento e no assumir de responsabilidades.

As raparigas olham para as suas dirigentes e absorvem os seus valores e as suas atitudes. Quando crescem, afastam-se das suas dirigentes, recorrendo a elas quando precisam ou têm problemas. Na adolescência, as raparigas começam a ter mais consciência da influência da cooperação com os adultos e da sua autoridade nas suas vidas e podem tornar-se rebeldes em relação às suas dirigentes.

O papel da Dirigente muda à medida que a rapariga cresce de um papel de confidente e ídolo, como é vista pelas mais novas, para um papel que pode ser visto pela adolescente como de interferência ou negativo. As Dirigentes devem, pois, estar atentas para que as raparigas mais novas tenham uma variedade de ‘boas’ influências nas suas vidas. Mais tarde, não devem reagir à ‘rebelião’ da adolescente tornando-se mais autoritárias ou indiferentes, mas sim proporcionando às raparigas a oportunidade de discutir os valores e as regras estabelecidos. Nesta fase, se houver razões válidas para aceitar valores ou regras diferentes, a Dirigente deve estar disposta a aceitar mudanças, garantindo que se mantêm no quadro de valores do Guidismo.

Simbolismo

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O simbolismo compreende todas os aspectos que unem um grupo, criando um sentimento de pertença e a coesão do grupo.
Os símbolos mais conhecidos no Guidismo são a farda (com o típico lenço enrolado), a Promessa e a Lei, o Trevo e a divisa ‘Sempre Alerta’. A maior parte das Guias no Mundo conhecem e usam estes símbolos. Os símbolos usados por grupos mais pequenos, dentro do Movimento, podem incluir um cerimonial de Promessas, uma saudação especial, uma canção ou uma bandeira de patrulha ou uma forma de encerramento no Fogo de Conselho.

Actividades ao ar livre

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Quando surgiu o Guidismo, as actividades voluntárias ao ar livre eram quase consideradas revolucionárias. De qualquer maneira, Baden-Powell sublinhou a inestimável importância desta ferramenta para a construção da auto-confiança, da consciência de si próprio e do carácter. Hoje em dia, as actividades ao ar livre fazem parte da vida da sociedade, mas o seu valor não diminuiu. O que deve ser lembrado é que tem de haver uma boa razão para fazer uma actividade no exterior. Às vezes, temos a tendência de pensar que uma actividade, por se desenrolar ao ar livre, é boa, mas isso nem sempre acontece. Todas as actividades das Guias têm de ter um objectivo pedagógico e uma estratégia para o atingir, para que contribuam para formação das raparigas, e o ar livre é apenas um meio de atingir esse objectivo.

O propósito de uma actividade de ar livre pode ser o de aprender habilidades que são úteis para a Guia no seu quotidiano, ou que a ajudem a desenvolver outras capacidades, mas também pode ser para desenvolver uma parte do indivíduo. A actividade pode ter como meta reforçar a espiritualidade, aumentar a auto-confiança, encorajar a iniciativa individual, motivar cooperação de grupo, e por aí fora, que ainda podem ser descretizados em diversos objectivos educativos. É importante realçar quais são as actividades básicas que podem ser realizadas por todas, e talvez depois de as habilidades básicas terem sido adquiridas, passar para actividades mais arrojadas, como parte de um desenvolvimento progressivo. As mais valiosas actividades de ar livre podem ser muito simples, como por exemplo, aprender a conhecer diferentes tipos de árvores num parque da localidade ou compreender o funcionamento de um sistema ecológico através do estudo do jardim de uma casa. É muito importante que as patrulhas levem a cabo pequenas actividades em que todas possam participar e nas quais as guias mais recentes tenham oportunidade de aprender técnicas básicas de campo, leitura de mapas, etc.

A grande prioridade que algumas associações dão às actividades exteriores e à vida ao ar livre é para fomentar o desenvolvimento das raparigas e jovens em programas fisicamente activos em ambientes naturais. Isto ajuda-as a apreciarem o campo e o mar e a aprenderem princípios ecológicos básicos. A Natureza pode ser uma força libertadora, ajudando as raparigas e jovens a conhecer as suas forças, limitações e a descobrir a sua própria espiritualidade.

Serviço à comunidade

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O trabalho de apoio à sua comunidade, realizado pelas Guias, é outro dos importantes meios de educação salientados por Baden-Powell. O serviço à comunidade estimula o sentido de responsabilidade perante o mundo em que a Guia se insere, proporciona-lhe a oportunidade de conhecer e respeitar diferentes culturas e maneiras de viver, e realça a influência que ela, como indivíduo, pode exercer no seu ambiente.

O serviço à comunidade pode ser realizado na própria localidade ou mais longe, noutra comunidade no mesmo país, ou até no estrangeiro. O trabalho pode ser feito num bairro, numa escola, num hospital, com grupos sociais ou economicamente afectados, com doentes, idosos, iletrados, etc.

Os projectos de serviço à comunidade asseguram que cada indivíduo aceita que é parte integrante de uma grande comunidade, que existem responsabilidades decorrentes de pertencer a essa sociedade, e, por contraste, que cada indivíduo é um ser independente que é diferente dos outros.

Experiências internacionais

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Como Movimento que promove o respeito e a tolerância pelos outros e a responsabilidade pelo mundo em que vivemos, a educação internacional é uma ferramenta essencial no Guidismo. Ao aprender como vivem as pessoas de outras culturas e religiões, a Guia adquire um entendimento e aceitação das diferentes formas de pensar e de viver, e ao estabelecer amizade com pessoas com diferentes backgrounds, ela é capaz de desenvolver um sentido de responsabilidade e um conhecimento da interdependência da sua vida em relação à vida dos outros.

As experiências internacionais podem acontecer durante uma reunião de patrulha, através de um contacto no bairro, ou num campo internacional, no estrangeiro. Na reunião de patrulha podem ser realizadas actividades que fomentem o contacto com outros grupos étnicos que vivem no bairro; instrui-las sobre religiões diferentes ou situações políticas; possibilitar-lhes o conhecimento das semelhanças e das diferenças entre culturas, etc. Ao participar em campos internacionais e outras actividades, ou ao acolher Guias estrangeiras em sua casa, a Guia passa de um ambiente do seu quotidiano para um onde as diferentes culturas coexistem. Isto estimula uma maior compreensão das diferenças e semelhanças que existem no mundo em que vivemos.

A educação internacional é cada vez mais importante num mundo que se tem tornado ‘mais pequeno’. Fazem-se, hoje em dia, muitas referências à aldeia global. As crianças estão a familiarizar-se com a tecnologia que lhes permite fazer facilmente contactos com outras pessoas no mundo inteiro. A educação internacional também é importante como uma forma de fortalecer a educação para a paz, como um dos principais objectivos do Guidismo.

 
 

 

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