Na fronteira NE da Índia havia um corpo célebre de soldados, conhecidos pelo nome de GUIAS. Tinham de estar sempre prontos para repelir do outro lado da fronteira as incursões das tribos hostis, impedindo-as de entrar nas calmas planícies da Índia.

Estes homens deviam possuir aptidão para todos os géneros de combate: a pé, a cavalo e na montanha. Muitas vezes faziam trabalho de pioneiros, atravessavam rios a vau, construíam pontes, etc, mas, sobretudo, tinham de ser muito ágeis, intrépidos e resistentes, prontos para partir a todo o instante, em qualquer estação do ano e a sacrificarem-se quando necessário, a fim de manter a paz em todo o País, livrando-a das incursões do inimigo. 

Eram, pois, verdadeiros patriotas com quem se podia contar.
Na Europa, quando se fala em “Guias”, pensa-se naturalmente nos montanheses suiços e de outros países, que, pelas suas intrepidez e habilidade em vencerem os obstáculos, pela ajuda que dão aos companheiros e pela resistência que os caracteriza, podem guiar os turistas nas perigosas ascensões. São homens fisica e moralmente bem formados, mas se lhes pedissemos para percorrer na planície tantos quilómetros quantos os que percorrem na montanha, não poderiam usar das qualidades que possuem quando se deslocam no seu meio.

Não lhes interessa andar por caminhos já batidos. Só se sentem verdadeiramente felizes quando se encontram perante o perigo e conseguem vencê-lo, para atingir o cume da montanha que desejam conquistar.

Baden-Powell disse: “ Pois bem, penso que esse é o caso da maioria das nossas jovens. Não desejam ficar inactivas. Não querem que tudo seja fácil. Não pretendem simplesmente atravessar a planície; preferem tornar-se pessoas activas, com as quais se possa contar, diligentes e prontas a sacrificarem-se sempre que necessário, como os GUIAS da fronteira NE da Índia. Ambicionam também transpor obstáculos na vida, enfrentar as montanhas, os aborrecimentos e os perigos e, para vencê-los, preparam-se para se tornarem valentes e hábeis. Querem ainda ajudar os outros nos momentos difíceis e só quando atingem esse objectivo se sentem realmente vitoriosas e felizes. É uma grande satisfação para elas o terem realizado a sua tarefa e ajudado as outras a realizar as suas.”

Eis o que as Guias desejam conseguir – e nisso elas são parecidas com os guias da montanha.
Acresce que uma mulher capaz de desempenhar bem a sua tarefa é respeitada pelos homens e pelas outras mulheres, que estão sempre prontos a seguir-lhe os conselhos e o exemplo. Ela torna-se, assim, um autêntico guia.
Mais tarde, se tiver filhos ou educar crianças, será verdadeiramente um guia para eles.
Se quisermos caracterizar uma Guia, poderemos dizer: “Turn to right – keep straight on” – Vira para o lado certo e continua em frente.

As Guias aprendem, por meio de jogos e actividades, tudo o que lhes pode ser útil na vida. Assim, os acampamentos, os sinais, os primeiros socorros, a cozinha de campo e todos os outros trabalhos, farão das raparigas mulheres de iniciativa, decididas, fortes de corpo e de espírito.
Melhor ainda, o Guidismo uni-las-á para sempre num grupo de alegres amigas.

(Do livro de Baden – Powell “Girl Guiding”)

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