| ACAMPAMENTO INTERNACIONAL NA DINAMARCA
O desafio foi-nos lançado pelo Comissariado Internacional, participar no Jamboree das Green Girls Guides da Dinamarca. As Guias da Dinamarca convidavam Guias de todo o Mundo para participar no seu acampamento nacional.
Esta oportunidade para conhecer e conviver com outras guias, para de perto descobrir outras formas de viver o Guidismo, para contactar com outras culturas, tornou a ida à Dinamarca um objectivo.
Desde logo, tivemos uma patrulha de Guias caravela da região de Braga interessada em ir ao acampamento. Para elas, a ideia de irem com outras Guias portuguesas, participar num acampamento das Guias da Dinamarca era aliciante. Para além do mais, porque teriam a oportunidade de estar em campo, tanto com guias Dinamarquesas como com guias de outros países, como o Canadá, a Inglaterra, a Irlanda ou a Zâmbia, entre outros.
O trabalho das nossas guias e o seu envolvimento na preparação foi gratificante. Estavam ansiosas, preocupadas, comprometidas, mas muito, muito alegres!
Sabiam que em campo, iriam representar Portugal e os portugueses, iriam representar a AGP, e tudo o que nós fazemos. A nossa forma de viver o Guidismo ia chegar a Guias de outros países através do nosso exemplo!
Para a preparação da viagem e do acampamento fizemos acções de formação em Inglês, estabelecemos contactos com as Guias Dinamarquesas, fizemos actividades de angariação de fundos, e criámos muitas expectativas!
Juntamente com as outras patrulhas da Região de Lisboa, partimos para a Dinamarca no dia 26. Estivemos dois dias em Copenhaga, em regime de home hospitality. Foram dois dias muito bons, fomos muito bem recebidas pelas Guias dinamarquesas do grupo Nazareth, bem como as suas famílias que nos acolheram em suas casas e nos encheram de mimos! Conhecemos Copenhaga, e divertimo-nos bastante. Foram dias de grande intercâmbio cultural e social. Foram muito importantes para a adaptação das nossas Guias.
No dia 28 seguimos com as Guias que nos acolheram em Copenhaga, para Viborg onde o acampamento se ia realizar! E quando chegámos a aventura começou.
Este acampamento foi sem dúvida, uma grande experiência. Apercebemo-nos das inúmeras diferenças de vivência do Guidismo. Acreditando, cada vez mais no nossa forma de vivê-lo e respeitando todas as outras. A aposta nas inovações tecnológicas, a presença contínua das famílias das Guias no acampamento, e as actividades com muito espectáculo (luz, som, filmagens…), foram as diferenças mais notórias. Mas o essencial do Guidismo estava lá, a organização hierárquica, as construções e restante técnica de campo, a distribuição de tarefas, a animação!
Juntamente com as restantes guias portuguesas, mostrámos o Guidismo que se faz em Portugal, de uma forma simples, eficaz e muito alegre. Fomos muito bem recebidas. Éramos abordadas por muitas guias de outros países, ensinámos e aprendemos muitas músicas e jogos. Foi sem dúvida uma experiência gratificante, para mim, e para as guias que me acompanharam. Crescemos em experiência, intercâmbio, e valorizamos cada vez mais a Associação a que pertencemos. Este sentimento que une todas as guias do Mundo, é muito forte, e estas actividades são um dos melhores momentos para o presenciar.
Bem haja, às Green Girls Guides!
Catarina Rebelo, Comissária Regional de Braga
A AGP E AS ALDEIAS SOS
Durante todo o ano de 2007 a AGP esteve envolvida numa campanha de solidariedade a favor das Aldeias de Crianças SOS. Por todo o país, Avezinhas e Guias venderam o tão simpático Rafa, num total de 10.000 € angariados para as Aldeias. Este foi um montante significativo para as meninas e meninos que aí residem e também mais uma oportunidade para a AGP colaborar com a comunidade e viver o seu lema "Sempre Alerta".
Ana Boléo, Comissária Nacional Adjunta do Ramo Moinho
DEVELOPING GUIDING AND SCOUTING IN INNER CITY AREAS
Data: 26 de Novembro a 2 de Dezembro de 2007
Local : Jambville, França
A WAGGGS e a WOSM (Europa) juntaram-se para organizar um seminário de Formação de Dirigentes de ambas as associações com o objectivo de compreender como as Guias e os Escuteiros podem trabalhar com crianças e jovens residentes em bairros periféricos e de equipar jovens Dirigentes com conhecimentos e ferramentas para implementar projectos de desenvolvimento de Guias e Escuteiros em novas zonas.
Estiveram presentes 19 participantes de países como: Bélgica, Dinamarca, Estónia, Finlândia, Grécia, Irlanda, Holanda, Noruega e Suécia e 2 representantes da AGP (Secretária Regional de Lisboa e uma dirigente de Braga).
Para além dos participantes, A AGP foi convidada pela WAGGGS para integrar a patrulha organizadora do seminário, função que foi assegurada pela Comissária Nacional Adjunta do Ramo Moinho.
Durante o seminário debatemos conceitos como interculturalidade, integração e imigração, apresentaram-se projectos já existentes nos vários países, como seja o Vamos Utopiar, dinamizados através de uma "Feira de Projectos" na qual todos os representantes puderam trocar experiências e falar sobre o que estava a ser desenvolvido nos seus países, e fizeram-se workshops subordinados a vários temas, entre eles "Como recrutar Dirigentes", "Como ultrapassar barreiras culturais e religiosas" e "Como desenvolver parcerias na comunidade". O último dia foi reservado para o planeamento de projectos tendo em vista a sua implementação nos seus diversos países.
Este seminário reiterou a posição sólida da AGP perante a WAGGGS, uma vez que fomos convidadas para fazer parte do "Planning Team" pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido com o projecto Vamos Utopiar.
A avaliação dos participantes francamente foi positiva, principalmente no que disse respeito ao planeamento de projectos e às ferramentas que possibilitaram tal preparação.
Foi fundamental para a AGP participar neste seminário, pois pudemos não só partilhar o trabalho que temos vindo a desenvolver no nosso país, mas também trocar experiências, o que se revelou igualmente frutuoso.
Ana Boléo, Comissária Nacional Adjunta do Ramo Moinho
RECICLAGEM DE ROLHAS
Portugal é o maior produtor, transformador e exportador mundial de cortiça. Embora existam já no mercado outros tipos de vedantes, as rolhas de cortiça são ainda largamente maioritárias e, em Portugal, a quase totalidade dos vinhos engarrafados consumidos utiliza este tipo de vedante. Estima-se que anualmente se produzem mais de 3500 toneladas de rolhas de cortiça utilizadas a nível nacional.
Assim, é muito importante efectuar a reciclagem destes produtos, devendo, por isso, existir, por um lado, uma tecnologia para a reciclagem e, por outro lado, um sistema de recolha do material a reciclar que abasteça esse processo.
Em Portugal a indústria aglomeradora de cortiça tradicional e um novo processo da autoria de um investigador da Unidade de Tecnologia da Cortiça do INETI – Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação, patenteado em Portugal com o nº PT 102013 – “Processo para o aproveitamento de rolhas de cortiça natural ou aglomerada usadas, produtos obtidos e sua utilização na fabricação de artigos e acessórios utilitários”, premiado nacional e internacionalmente, podem assegurar a “utilização” das rolhas usadas.
Saliente-se ainda que a industrialização da tecnologia patenteada atrás mencionada está integrada num projecto mais abrangente. Este projecto envolve o sistema de recolha de rolhas usadas promovido pela AGP e a sua entrega a uma entidade que irá proceder à reutilização das mesmas, entidade essa que se pretende venha a contratar pessoas com incapacidades físicas através de IPSS seleccionadas.
Quanto aos sistemas de recolha destas rolhas a nível nacional, existem já alguns que foram sendo implementados ao longo dos últimos anos, sendo que o sistema da AGP é o mais importante e abrangente. Desde 2005 a AGP garantiu já a recolha de mais de 4,3 toneladas de rolhas usadas que foram até ao momento encaminhadas para trituração e aglomeração.
Paralelamente, a AGP participará directamente na comercialização dos produtos gerados, promovendo desta forma a consciencialização social da recolha de produtos usados e a sua reciclagem com fins ambientais e de aumento do valor acrescentado para a economia nacional.
Assim, todo este projecto associa a vertente técnica e económica, à vertente ambiental e à vertente social, com perspectivas de reprodução a nível internacional.
Eng. Luís Gil, Responsável da unidade de tecnologia da cortiça no INETI
CAMPO BASE PEDRA AMARELA
O Campo Base Pedra Amarela é um campo para guias e escu(o)teiros ideal para realizar actividades e acampamentos de Companhia, Ramo ou Patrulha. É o único, a nível nacional, criado em parceria com as Guias e os Escu(o)teiros, os quais participam como conselheiros nas actividades e dinâmicas do campo. Foi inaugurado em 2006 e situa-se no Parque Natural Sintra-Cascais, património da humanidade (Concelho de Lisboa).
Com uma vertente ecológica e ambiental, neste campo tens acesso a uma série de actividades como pista de cordas, escalada, pista aventura, orientação, e ainda insígnias com diversas temáticas que vão de encontro à tua progressão guidista!
Neste campo podes aproveitar para realizar caminhadas e raids pela serra de Sintra, ao mesmo tempo que conheces guias e escu(o)teiros de todo o Mundo….
Ainda não estás convencida?! Para saberes mais, visita o site….
Sara Nobre – Comissária Regional de Lisboa
HONDURAS: Guias educam crianças sobre higiene, nutrição e saúde
A Associação Nacional de Guias das Honduras - Asociación Nacional de Muchachas Guías de Honduras - assinou um acordo de parceria com o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM), com vista à melhoria de práticas de saúde e higiene de crianças que frequentam escolas públicas.
O objectivo é envolver as Guias em actividades de educação com pelo menos 2.000 crianças de escolas situadas nos distritos de Francisco Morazán, de EL Paraíso e de Copán nas Honduras.
De acordo com Jaime Vallaure, representante do PAM, esta parceria apoia as actividades desenvolvidas pelo PAM de ajuda ao governo das Honduras, através da distribuição de materiais pedagógicos para Pais, crianças e Professores nas temáticas da saúde, higiene, nutrição e prevenção do HIV/SIDA.
A parceria envolverá também jovens que participam nas iniciativas de actividades comunitárias, estando previsto, numa fase inicial, a formação de 500 Guias para implementarem as referidas actividades. Está prevista a entrega de um emblema do PAM para todas as Guias que completarem este processo de formação.
O nosso objectivo. Nós confiamos que a Associação Nacional de Guias das Honduras se dedicará a este desafio e envolverá, concerteza, um enorme número de jovens.", afirma Jaime Vallaure, representante do PAM. O PAM é a maior agência humanitária no mundo. Cada ano fornece, em média, alimentos para uns 90 milhões de pessoas, tentando satisfazer as suas necessidades nutritivas.
PARAGUAI: “Guardians of culture in ParaguaY”
As Guias em Yaguarón, Paraguai, estão a aprender ofícios tradicionais com a ajuda dos artificies locais - hábeis na cerâmica, nos bordados, no crochet e na preparação de plantas medicinais e de produtos domésticos naturais da limpeza. Todos os produtos são vendidos para serem anagariados fundos que permitam adquirir alimentos, material escolar e uniformes para mais de 100 crianças da comunidade. Em 2000, a Associação de Guias e Escoteiros do Paraguai fundou a escola de Ysoindy para crianças carenciadas da comunidade de Yaguarón. O guidismo e o escotismo fazem parte do curriculum escolar.
O grupo de Ysoindy, criado pelas Guias pertencentes à escola, abriu um museu de Mitologia, e tendo-se tornado Guardião da Cultura por contribuir para a preservação das tradições da Cultura Guarani.
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